Promotor sugere uso de terciários
Arquivo FolhaO promotor Tavares: ‘‘Casos menos graves podem ser encaminhados’’O promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais de Londrina, Paulo Tavares, disse que enquanto os casos de urgência e emergência continuarem sendo atendidos, não haverá problemas para os hospitais. Casos menos graves, garantiu, poderão ser encaminhados aos hospitais secundários ou às unidades básicas de saúde. Ou então, se o paciente preferir, que espere o tempo necessário para ser atendido, mesmo que sejam horas.
‘‘Seria um contra-senso atender não-urgências. Dor de cabeça não é para ser atendido em pronto-socorro’’, pondera. O único cuidado que o promotor disse esperar é que a triagem para saber se os casos são de urgência seja feita por um profissional da área médica. E não por funcionários da portaria, por exemplo. ‘‘Quem estabelece isso é o médico. O Ministério Público não podia ter outra posição’’.
Tavares também aguarda até o final do mês uma posição do governo estadual sobre a liberação de cerca de R$ 7,5 milhões para reforma parcial do Hospital Universitário (HU) - o que aumentaria a capacidade de atendimento do PS. O projeto foi apresentado ao secretário de Saúde, Armando Raggio, em junho. ‘‘Depois disso não tivemos contato. Espero que antes do final do mês tenhamos uma resposta’’, acrescentou o superintendente do HU, Cláudio Camacho.
A juíza Oneide Negrão, que provocou a discussão sobre os pronto-socorros numa reunião há cerca de dez dias - quando chegou a ameaçar de prisão médicos que não atendessem no PS -, não quis comentar ontem o assunto. Apenas lembrou que, na ocasião da reunião o promotor Tavares, titular da área, estava em férias e que agora é ele quem deve responder pelo caso. (L.H.)

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