Promotor sugere ação conjunta a moradores de residencial
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terça-feira, 03 de setembro de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Arapongas - O promotor de Justiça Denis Pestana orientou os moradores do Residencial Águias, localizado na zona oeste de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), a fazerem uma reunião buscando uma ação conjunta para resolver o problema do bairro. As casas apresentam rachaduras e rebaixamento nos alicerces e os moradores não estão conseguindo acionar o seguro para fazer as reformas. Sempre que chove, o perigo aumenta.
Há duas semanas, o promotor esteve no bairro e verificou a existência do problema. ''Acho importante que o maior número de moradores participe.'' Segundo ele, terá que ser pedida a verificação da aprovação do loteamento. ''Para resolver o problema podemos fazer um termo de ajustamento entre as partes. Tudo documentado, para que os moradores tenham segurança.'' O promotor disse que as partes envolvidas - prefeitura, Caixa Econômica Federal, moradores e os responsáveis pela construção - precisam chegar a um acordo para resolver o problema, que coloca pessoas em risco.
Edilene Maria Rogério disse que eles foram conversar com o promotor e ele orientou-os a reunir mais pessoas para entrar com a ação já que o problema ocorre em todo o bairro. A Associação de Moradores iria fazer uma reunião ontem à noite para tentar mobilizar os moradores.
Carlos Roberto de Souza, superintendente em exercício da Caixa, disse que foi feita uma vistoria em todas as casas do bairro em junho, após um período de chuvas. ''Nossos técnicos visitaram todos os nossos clientes e foi feita a vistoria nas casas com problemas.'' De acordo com ele, o seguro cobre danos causados por agentes externos, mas no caso de ter sido feita alguma reforma sem orientação de um profissional pode ocasionar problemas que o seguro não cobre.
Segundo Souza, oito imóveis tiveram a cobertura negada por não ter sido caracterizado o dano, quatro tiveram a cobertura do seguro e um está sendo reavaliado, mas o resultado ainda não saiu.
O caso que está sendo avaliado é de Márcia Maroti, 29 anos, que precisa do seguro para reformar a casa. ''Há rachaduras nas paredes, na laje do teto e nos muros. A calçada também está se abrindo, como se a casa estivesse escorregando ladeira abaixo'', explicou a dona-de-casa.
No boletim nº 30/02 do Corpo de Bombeiros, o capitão Dario Natan Bezerra detalhou problemas na estrutura e sugeriu a improvisação de colunas para segurar a laje. De acordo com moradora, as fissuras apareceram depois de um temporal, ocorrido no início do mês. ''O terreno é muito inclinado e os custos de um muro de arrimo chega a R$ 10 mil.'' Márcia teve a cobertura do seguro negada novamente, mas a promessa da Caixa de tentar uma solução para o caso. Ela espera a resposta esta semana. Segundo a moradora, o engenheiro que fez a avaliação disse que há vício de construção, ou seja os materiais não eram de boa qualidade.


