Promotor revela haver provas de várias fraudes
Promotor revela haver
provas de várias fraudes
Osmani Costa
Em 20 dias de análises, diligências e tomadas de depoimentos, o promotor Cláudio Zuan Esteves, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Londrina, encontrou provas concretas de que vários crimes e fraudes foram cometidos por funcionários da 12ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) nos últimos três anos.
Esteves falou sobre o caso ontem à tarde, mas preferiu não detalhar os vários casos criminosos e fraudulentos encontrados, nem as providências que estão sendo tomadas, para não atrapalhar o andamento dos trabalhos, das investigações.
O promotor da PIC deu apenas um exemplo de irregularidade encontrada nos documentos que analisa desde o dia 6 de maio: Há documentos de bancos e empresas de consórcios que foram falsificados para permitir a transferência de automóveis - de Londrina para outras cidades, entre diferentes proprietários - sem a observação original de que eles eram alienados a financiamento, conta Cláudio Esteves. Isso é crime grave, que possivelmente causou ou virá a causar prejuízos aos agentes financiadores, ele acrescenta.
Cláudio Esteves comenta, sem precisar nomes e números, que já ouviu algumas pessoas envolvidas no caso, solicitou documentos a empresas e realizou diligências em busca de provas para abrir inquéritos criminais. O caso é muito grande. Estamos indo por partes, e ainda nos encontramos nas diligências preliminares. Por isso, é impossível prever quanto tempo vão durar as investigações, diz o promotor.
Os documentos que estão sendo analisados pela Promotoria de Investigações Criminais se referem a 11 sindicâncias recentemente concluídas na Ciretran de Londrina pela Coordenadoria de Inspeção e Auditagem (Coia) do Detran do Paraná. As sindicâncias encontraram indícios de fraudes em pelo menos 100 casos de transferências de veículos realizadas pela Ciretran nos últimos meses. Na maior parte, os casos envolvem sumiço e falsificação de documentos.
As investigações da Ciretran - que desde o início do mês é chefiada por Izaura de Fátima Tavares - são relativas ao período em que o órgão foi chefiado por Arlindo dos Santos Barbosa. Ele pediu exoneração do cargo em abril, durante férias, alegando motivos particulares e problemas de saúde. Ontem, Barbosa disse que só vai se pronunciar sobre o assunto quanto for convocado a depor e souber exatamente quais são as acusações contra ele.





