Londrina
O promotor da 1ª Vara Criminal, Janderson Yassaka, recebeu ontem o inquérito policial que apurou a morte por atropelamento da estudante Vanessa Maia, 18 anos. O inquérito foi remetido pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, a pedido da promotora Carla Macarini, que enquadrou o atropelamento da estudante como um crime doloso (com intenção).
Segundo o inquérito, o acusado pelo acidente, Marcelo Agostinho, teria praticado um dolo eventual, ou seja, teria assumido o risco de matar alguém ao desenvolver a velocidade de 158 quilômetros por hora, em meio a um grande movimento na pista. A velocidade desenvolvida pelo motorista foi constatada em laudo pelo Instituto de Criminalística, que fez o levantamento do local e vistoria do veículo Gol pertencente ao acusado. Se o pedido da promotora for acatado, ele irá a júri popular.
O atropelamento ocorreu na madrugada do dia 15 de agosto, na avenida Tiradentes (BR-369), quando a vítima atravessava a via com um irmão e uma amiga, após saírem do Parque Ney Braga, onde foram assistir ao Rodeio Universitário. Testemunhas afirmam que o acusado estava tirando um ‘‘racha’’ com Edmar Mattos, 24 anos. O IC comprovou que o motorista só começou a frear quando estava a três metros da vítima.
Segundo consta no inquérito policial, o Escort de Mattos estava turbinado e os veículos usavam nos vidros película de isufilm, proibida por Lei. A isufilm não permite que as pessoas de fora do carro identifiquem seus ocupantes. A promotora afirmou que isto ajudou na interpretação do atropelamento converter-se em um homicídio doloso. O promotor Janderson Yassaka tem 15 dias, a partir de ontem, para se pronunciar ao juiz da 1ª Vara Criminal, Jurandir Reis Junior.

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