Osmani Costa
O promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais de Londrina, Paulo Tavares, marcou para a tarde de hoje uma audiência com membros do Conselho de Saúde da Região Sul (Consul) da cidade. Nela, o promotor avaliará a possibilidade da entrada de uma ação popular na Justiça contra o município e o governo do Estado, para a responsabilização pela morte de duas pessoas, conforme objetiva o Consul.
As mortes ocorreram nos últimos 15 dias no Hospital da Zona Sul (HZS). Os membros do conselho consideram que elas não foram evitadas porque o HZS tem problemas de infra-estrutura e está constantemente superlotado. O Consul espera obter, com a ação, uma pressão suficiente para a melhoria do atendimento e ampliação do hospital, antigas reivindicações da entidade.
‘‘Sabemos que a situação do HZS é difícil, que sua infra-estrutura é insuficiente para atender a demanda. Mas não temos certeza se o caminho é uma ação popular’’, comentou o promotor Paulo Tavares. ‘‘Vamos ouvir os conselheiros, avaliar suas reivindicações e avaliar bem quais são as medidas cabíveis para ajudar na busca de uma solução para a melhoria daquele hospital.’’
Segundo o presidente do Consul, Nelson Cardoso, a situação de precariedade do HZS é bastante antiga. A unidade pertencente à Secretaria Estadual de Saúde (SES), que funciona no Jardim Ouro Branco há cerca de dez anos, conta com 30 leitos. A chefe da 17ª Regional da SES em Londrina, Djamedes Maria Garrido, explicou que a reforma e ampliação do hospital, que duplicaria o número de leitos, estão orçadas em cerca de R$ 1 milhão e dependem da liberação dos recursos pelo governo do Estado.
‘‘A obra é importante e necessária, para atender a demanda que tem crescido nos últimos anos. Mas não há previsão para o início das obras; isto depende de Curitiba’’, afirmou ela. A assessoria de imprensa do secretário estadual de Saúde, Armando Raggio, também não soube precisar onde está parado o projeto de ampliação do HZS e quando ele será concretizado.

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