A Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), a Procuradoria-Geral de Justiça e os Promotores de Justiça de Londrina emitiram ontem notas de apoio ao promotor de Defesa dos Direitos do Consumidor de Londrina, Miguel Jorge Sogaiar. Ele foi criticado, principalmente por diretores da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), por seu posicionamento no episódio do reajuste da tarifa do transporte coletivo. Sogaiar ingressou na Justiça com uma ação pedindo a suspensão do aumento da passagem.
A APMP, que representa 700 promotores e procuradores, se referiu em sua nota a reportagens veiculadas pela imprensa, na qual Sogaiar é acusado de estar incitando os estudantes a protestarem contra o aumento da tarifa e de tentar se promover politicamente.
Segundo a nota assinada pelo presidente da entidade, Cid Vasques, Sogaiar ''sempre exerceu sua função com ética, compromisso, seriedade e dignidade, sendo absolutamente injustificáveis e inaceitáveis quaisquer insinuações que busquem macular sua escorreita folha de serviços, prestados, em especial, à comunidade londrinense''.
A procuradora-geral da Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, diz em nota que a conduta do promotor em ajuizar a ação não revela nenhuma intenção político-partidária e sim o exercício regular de suas atribuições em defesa do interesse dos consumidores. ''O promotor atua há 15 anos no Ministério Público Estadual e tem se destacado pela seriedade na atuação funcional''.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, afirmou que não iria se manifestar sobre as notas.

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