Promotor questiona triagem no HU
O promotor de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Bruno Galatti,
encaminhou ontem ao Conselho Regional de Medicina (CRM) ofício solicitando manifestação sobre a triagem de pacientes feita no Hospital Universitário (HU). Segundo o Ministério Público, a avaliação do quadro clínico dos pacientes estaria sendo feita por intermédio de pessoas sem qualificação médica, o que violaria o Código de Ética Médica. Os funcionários do hospital, a exemplo dos demais servidores e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), estão em greve há 117 dias.
Segundo autos do procedimento administrativo instaurado pelo MP, Galatti teria constatado, através de visitas diárias ao HU, que a triagem dos pacientes que chegam ao hospital não estaria sendo feita por pessoas com qualificação médica.
A presidente do Sindicato dos Servidores na Saúde (Sinsaúde), Ana Maria da Cruz, disse que a greve é de responsabilidade de organização do comando unificado. O procedimento que estamos fazendo não é triagem e sim orientação, afirmou. Triagem o HU faz em dias normais por funcionários da própria triagem. Estamos orientando pacientes para procurar outros hospitais, relatou.
De acordo com a sindicalista, a procura indireta pelo atendimento no HU é quase nula. As pessoas estão procurando os postos e outros hospitais. A maioria dos atendimentos é de pacientes com encaminhamento.
Ana Maria ainda afirmou que a orientação aos pacientes está sendo feita por profissionais qualificados. A pessoa qualificada é o auxiliar de enfermagem, o enfermeiro. Não tem nenhuma irregularidade. Os procedimentos de esclarecimentos estão sendo feitos pelas pessoas qualificadas para isso. A questão da greve é política e não jurídica, complementou.
O diretor-clínico do HU, Sylvio Villari, disse que a triagem dos pacientes que está sendo feita é de responsabilidade única do comando de greve. No momento em que a universidade entrou em greve, o comando achou por bem que nenhum paciente entraria no hospital sem passar por uma triagem deles, que são auxiliares de enfermagem, relatou. Do portão para fora, não é responsabilidade do hospital colocar profissional para esse atendimento. Se eles não chegam à parte interna do hospital não temos como prestar atendimento aos doentes, justificou.





