Promotor quer melhorar
serviços já existentes
O promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, afirma que não é possível fazer nada quanto ao descredenciamento do pronto-socorro do Hospital Evangélico do Sistema Único de Saúde (SUS). Seu argumento é de que ‘‘nenhum hospital é obrigado a ser credenciado’’.
Tavares diz que sua atuação é no sentido de pressionar uma melhora no sistema de saúde existente no município para absorver a demanda. ‘‘É mais viável do que obrigar o Hospital Evangélico a manter o credenciamento do pronto-socorro no SUS’’, diz. Neste sentido, ele comenta que a promotoria irá intervir junto ao Ministério de Saúde para que a Santa Casa de Misericórdia consiga o credenciamento de hospital referência em atendimento de urgência e emergência.
Isto significaria um adicional de 50% da verba do SUS e em contrapartida o pronto-socorro passaria a atender pelo SUS todos os dias. O promotor afirma que outras medidas também deverão ser tomadas para aperfeiçoar o sistema de saúde do Município, como melhorar os serviços da Central de Leitos, educar a população para utilizar mais os postos de saúde desafogando os hospitais secundários e terciários; buscar uma integração entre os hospitais.
Segundo o promotor, estas questões estão sendo discutidas junto à comissão que acompanha o trabalho da Central de Leitos, formada por representantes do município, dos hospitais secundários e dos terciários. (E.P)

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