Promotor quer júri popular para os irmãos Queiroz
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quarta-feira, 21 de outubro de 1998
Arquivo FolhaCristian Moretto, baleado em lanchonetePaulo Ubiratan 
O promotor da 1ªVara Criminal de Londrina, Janderson Iassaka, que está nas alegações finais do processo que apura as condições da morte do estudante Cristian Cesar Moretto, ocorrido em 14 de julho de 1996, solicitou que os irmãos Joel e Rubens Mendes Queiroz, acusados pelo crime, sejam submetidos a júri popular. A vítima foi baleada em uma lanchonete na zona sul da cidade e ficou internada oito meses. Cristian morreu com 18 anos, em abril do ano seguinte.
Nas minhas alegações finais fundamentei que o crime foi praticado por motivo fútil, já que a vítima apenas tinha conversado com a companheira de Rubens Queiroz, afirmou o promotor. Ele não tem previsão de quando ocorrerá o júri, pois Rubens, que teve prisão preventiva decretada, está foragido. Ele também é acusado de ter matado a companheira Luciana Duarte Filho, a mulher que foi pivô no assassinato de Cristian. Segundo testemunhas, Queiroz matou Luciana em 17 de julho deste ano porque ela havia se recusado voltar para casa porque era espancada por ele. Ela foi morta na casa de um tio para onde havia fugido.
No momento do crime estavam com Cristian seus amigos Charles Roger da Silva, 26 anos, e Edenildo Rodrigues da Silva, 22 anos. Eles também foram agredidos pelos irmãos Queiroz e sofreram ferimentos graves. O promotor denunciou os irmãos pelas lesões. Durante as investigações, que levaram mais de cinco meses para serem concluídas, ocorreram trocas de delegados, demora na conclusão dos laudos periciais e sumiço dos autos. O inquérito foi agilizado porque a família Moretto denunciou o fato aos órgãos de imprensa e autoridades.


