Promotor pega ônibus e recebe muitas queixas
Ontem pela manhã, o promotor Miguel Sogaiar andou de ônibus para questionar os usuários sobre a qualidade do serviço e ouviu muitas queixas. A doméstica Vera Lúcia Simão Ribeiro afirmou que o reajuste da passagem vai lhe trazer grandes problemas ela mora com a mãe, uma irmã e a filha pequena, e a renda toda da família é de dois salários mínimos. ''O ônibus vive lotado, são poucos veículos e a passagem é muito cara pelo serviço que é oferecido. Tenho problemas cardíacos e vai ficar difícil comprar remédios'', reclamou.
Sogaiar pegou o ônibus 601 (Aparador Acapulco) às 7h30, em um ponto em frente ao Fórum, na Duque de Caxias, sentido centro. Como qualquer usuário, pagou R$ 1,60 e teve que ficar em pé, pois não havia mais lugar sentado. O promotor desceu no Terminal Urbano.
O auxiliar de escritório Sebastião Gonçalves David Filho, que andava pelo Terminal de muletas, reclamou que não há cobertura no ponto onde ele costuma tomar o ônibus, no jardim Novo Horizonte (zona norte). ''Tenho que ficar esperando num local coberto o ônibus chegar e depois correr quando ele aparece. Reclamei do problema há uns três meses e não obtive resposta'', disse ele.
Às 8h15, o promotor pegou novamente um ônibus, da linha 210 (União da Vitória) e voltou para o Fórum. Dessa vez, fora do horário de rush, ele conseguiu lugar para sentar. Sogaiar anotou os nomes e telefones de alguns passageiros e disse que utilizará as queixas para embasar a ação civil pública. Ele calcula que a última vez em que andou de ônibus em Londrina foi em 1985. ''Eu estava na faculdade'', disse.





