O promotor Guilherme Maranhão Sobrinho pediu à Prefeitura de Campo Mourão que mantenha limpo e com refeição o canil que vem sendo utilizado para apreensão de animais errantes. O pedido foi feito ao vice-prefeito e secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Nunes, depois da denúncia de que os animais estariam sendo maltratados.
A denúncia de maus-tratos aos cachorros apreendidos pela ‘‘carrocinha’’ aconteceu no final de semana e chegou a movimentar até quatro viaturas das polícias Civil e Militar. A denúncia foi feita por membros da Sociedade Protetora dos Animais (SPA), que estiveram no local no domingo e encontraram o canil tomado por fezes e com dois animais mortos. Além disso, não havia comida.
Um dos cães morreu durante briga com outros cachorros. O outro morreu por problemas de saúde. A falta de funcionários no local irritou a SPA, que procurou o promotor. Cerca de 30 cães estavam apreendidos. A prefeitura nega os maus-tratos. Alega que um dos cachorros morreu devido a uma ‘‘briga normal’’ entre os cães e que o outro morreu por infecção intestinal.
O município também diz que a alimentação nos finais de semana é dada pelo guarda noturno. O promotor, no entanto, também já pediu à prefeitura que mantenha um fucionário no canil nos finais de semana para fazer a limpeza e dar comida aos cachorros apreendidos. Ele pediu ainda que os cães sejam separados por tamanho e por estado de saúde.
Maranhão diz que não é possível responsabilizar criminalmente a prefeitura pela morte dos cachorros. ‘‘O que aconteceu é inevitável’’, frisa. A carrocinha de Campo Mourão vem sendo alvo de polêmica desde março, quando a prefeitura anunciou a implantação do serviço. Há duas semanas, a prefeitura enviou 29 deles para a Universidade Estadual de Maringá (UEM). Os cães serão usados como cobaias nos cursos de Medicina e Odontologia.

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