O promotor da Infância, Juventude e Adolescência de Foz do Iguaçu, Orival dos Santos Filho, pediu ontem interdição do 2º Distrito Policial. Segundo ele, o local não oferece condições de higiene nem espaço físico adequado para abrigar os menores infratores.
O promotor decidiu pedir a interdição depois da morte da menor Regiane, assassinada pelas companheiras de cela.
O 2º DP foi improvisado como prisão especial para menores e hoje comporta o dobro da lotação. A capacidade das três celas do distrito é para apenas 12 pessoas e está abrigando 25. ‘‘A manutenção dos menores no distrito é inviável’’, admite o delegado Cláudio Kikuchi.
Na semana passada, o promotor Santos Filho esteve no DP e começou a estudar a interdição do local. Ele constatou a superlotação e casos de promiscuidade entre os menores. A morte de Regiane forçou Santos Filho a pedir a interdição.
A maioria dos menores foi presa por tráfico de drogas e roubo à mão armada. No distrito, eles ficam em caráter transitório até serem julgados, o que não pode exceder 45 dias. Os condenados vão para as instituições de recuperação de menores de Curitiba e Londrina.

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