Informações sobre a existência de uma lei municipal que discipline o número de cargos comissionados da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) terão de ser enviadas pela Câmara de Vereadores ao promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, que investiga denúncias de irregularidades na contratação de funcionários pela companhia.
As possíveis irregularidades começaram a ser investigadas pelo promotor no mês passado. Ele quer apurar a situação dos 212 funcionários contratados pela Comurb neste ano sem concurso público e por tempo determinado (um ano), e também do pessoal que ocupa os cargos comissionados. Além de ofício à Câmara, o promotor enviou documentos à Comurb solicitando informações sobre os contratados e os comissionados.
Na quarta-feira, Galatti visitou os terminais de transporte coletivo urbano para verificar a situação dos funcionários contratados. Ele foi acompanhado da diretoria do Sindicato dos Servidores, que apontou irregularidades.
A assessoria de imprensa da Comurb diz que o presidente da Companhia, Cléber Tóffoli, prefere não comentar as afirmações do Sindicato e que o ofício será respondido dentro do prazo estipulado. No mês passado, quando o caso das contratações veio à tona, Tóffoli alegou que as contratações foram realizadas em caráter emergencial, já que a companhia assumiu setores que antes eram de responsabilidade da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL).

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