Promotor pede apuração de valor de área pública
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quarta-feira, 19 de maio de 1999
Da Redação 
O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, instaurou ontem procedimento administrativo para apurar uma denúncia de superfaturamento em um área adquirida pela prefeitura de Londrina, em janeiro deste ano. O terreno, de 40 mil metros quadrados, está localizado na zona oeste e foi comprado por R$ 291,2 mil.
A denúncia foi feita pelo comerciante Erasmo Norberto, que encaminhou, anteontem, documentação ao Fórum pedindo instauração de inquérito civil. Ele disse que estava à procura de um terreno para instalar uma fábrica e, visitando o Jardim Shangri-lá, ficou sabendo do terreno que a prefeitura adquiriu da Equipe Distribuição de Medicamentos. De acordo com o documento que ele enviou à promotoria, a prefeitura pagou R$ 7,50 o metro quadrado pela área. Ainda segundo o denunciante, o mesmo terreno havia sido comprado pela Equipe, em dezembro de 1998, a R$ 2,73 o metro quadrado.
O promotor Bruno Galatti instaurou o procedimento e a primeira providência será ouvir o autor da denúncia. Em seguida, um representante da prefeitura prestará depoimento. Se houver dúvidas, será feita uma perícia, esclareceu.
O secretário municipal de Administração, Wilson Mandelli, confirmou a aquisição da área e disse que, antes do procedimento ser realizado, pediu um estudo à Comissão Permanente de Avaliação da prefeitura. O laudo de avaliação, pelo método comparativo, diz que o terreno vale R$ 323.232,00, informou.
O secretário disse que entrou em contato com a Equipe e ofereceu R$ 300 mil pela área - R$ 7,50 por metro quadrado. O valor foi aceito. Um mês depois, ele resolveu fazer consultas a várias entidades e imobiliárias, por precaução. Foram nove avaliações, o que deu uma média de R$ 7,28 o metro quadrado. Esta pequena defasagem está dentro do desvio padrão, mas encaminhei uma carta à Equipe pedindo a restituição de R$ 8,8 mil, que é a diferença, relatou. A restituição, afirmou, foi feita em seguida.
Segundo o secretário, a prefeitura começou a procurar a área por causa da Husmann Fast Frio do Brasil, que solicitou a doação de um terreno em novembro do ano passado. Amanhã (hoje) encaminharemos à Câmara de Vereadores projeto de lei doando a área à Hussmann, disse.


