O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pedro Gordan, e o superintendente do Hospital Universitário (HU), Cláudio Camacho prestaram depoimento ontem na promotoria de Defesa do Patrimônio Público. O promotor Bruno Galatti está colhendo dados com o objetivo de apurar responsabilidades da administração da UEL em caso de eventuais danos ao patrimônio público, em função da greve iniciada em 17 de setembro.

Em seus depoimentos, Gordan e Camacho prestaram esclarecimentos sobre a situação administrativa da UEL e do HU diante do movimento grevista. Os dois depoimentos, aos quais a Folha teve acesso, trazem a informação de que, por orientação do Conselho Universitário da UEL, o controle de ponto do setor administrativo está sendo efetuado embora não estejam trabalhando.

O promotor frisou que os dados que estão sendo coletados pela promotoria são referentes à administração e não aos servidores. ''Uma coisa é o movimento dos servidores, outra é a Administração da UEL''. Em seus esclarecimentos, o reitor falou também sobre os diversos encontros com o governador Jaime Lerner 11 ao total.

Já o superintendente do HU informou, entre outras questões, sobre a redução no atendimento do hospital. O Pronto Socorro caiu para 25%; internamento para 35%, ambulatórios 6% e cirurgias 22%, com relação ao mesmo período do ano passado.

O promotor Galatti afirmou que estes depoimentos são suficientes para conclusão das providências que a promotoria deverá tomar. Foram requisitadas também a ata da reunião do Conselho Universitário onde foi decidida a suspensão do vestibular e a resolução com sua comunicação oficial. Galatti disse que decidirá o mais rápido possível sobre as providências cabíveis.

O procedimento foi instaurado pela promotoria após receber um documento de formandos da UEL preocupados com a greve. Outra decisão judicial deve ser anunciada entre hoje e amanhã. Esta diz respeito ao mandado de segurança com pedido de liminar contra a suspensão do vestibular. O recurso foi protocolado na sexta-feira por oito alunos do Colégio Sigma Vestibulares e o proprietário do cursinho, o vereador Carlos Bordin (PPB).


A greve das universidades estaduais completa hoje 93 dias sem perspectiva de acordo. A reunião marcada para ontem, em Curitiba, entre o comando geral e os secretários de estado Ramiro Warhraftig, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e Alceni Guerra, da Casa Civil, não aconteceu.

mockup