Promotor nega orientação incorreta
O promotor de Justiça de Rio Branco do Sul, Salvari José Dias Mâncio, disse não lembrar se esteve com as conselheiras antes de ocorrer a adoção ilegal. Ele, porém, afirmou que após ter ocorrido a entrega incorreta da menina, a mãe adotiva e as duas conselheiras estiveram no Fórum para devolver a criança à mãe biológica. Segundo o promotor, as conselheiras demonstraram na ocasião não estar a par do procedimento correto para encaminhar uma adoção.
Apesar delas terem intermediado a adoção ilegal, Mâncio disse que confia no trabalho que as conselheiras estão desenvolvendo em Itaperuçu. ‘‘São mulheres de idade, mães de famílias, que inspiram confiança e fazem um trabalho muito bonito’’, afirmou. Mesmo assim, o promotor disse que o caso será investigado pela promotoria.
Mâncio negou que tivesse dito às conselheiras e à Ledi de Castro que ela poderia doar a filha sem obedecer os procedimentos legais, a chamada adoção à brasileira, mas que o procedimento seria irreversível. Conforme ele, a orientação dada às mães que desejam doar os filhos é que elas o façam nos hospitais, após o parto. Os médicos, então, fazem ofício informando o juiz da comarca que há uma criança para doação. O bebê entra numa lista de espera, a exemplo do que ocorre com os pais que desejam adotar uma criança.(J.A.)

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