O promotor da Auditoria Militar, Misael Duarte Pimenta Neto, pediu o arquivamento dos processos contra os policiais de Londrina por considerar que não havia base para crime militar. Segundo ele, a punição dos policiais deveria ser apenas administrativa, de acordo com o Regulamento Disciplinar do Exército. ‘‘Ficou claro que houve violação de disciplina, mas nenhum dos atos relatados se configuraram como crime’’, afirmou.
De acordo com o promotor, nesse tipo de análise é preciso levar em conta não só os atos mas também a intenção de dolo. ‘‘Na minha avaliação, procurei ver se os ânimos eram o de intencionalmente ferir a lei ou apenas uma manifestação de caráter sócio-política, objetivando a melhoria salarial’’. Segundo ele, os atos dos policiais – apesar de terem causado lesões à instituição policial militar – não tinham como objetivo esse fim. ‘‘Não foi um movimento interno, de questionar ordens e condutas da Polícia Militar, principalmente porque a competência de fornecer a reposição salarial pretendida não era do comando, mas do governo do Estado’’, apontou.

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