Promotor não pode acatar queixa da Frente de Trabalho
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de dezembro de 2001
Telma Elorza<br>De Londrina 
O grupo de trabalhadores da Frente de Trabalho (FT) que denunciou, anteontem, uma possível agressão verbal do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT) foi convencido pelo promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais, Paulo Tavares, a não envolver o Ministério Público na questão.
Segundo o promotor, o MP não tem o que fazer no caso, já que é uma questão de âmbito particular. ''Se eles se sentiram agredidos, podem contratar um advogado e até entrar com uma ação civil por danos morais. Não cabe intervenção do MP'', afirmou. Os trabalhadores da FT Maria da Paz, 43 anos, e Marcos Aureliano Rodrigues, 23 anos, disseram que foram agredidos verbalmente pelo prefeito quando tentavam negociar uma possível contratação. O prefeito negou a agressão.
Tavares falou também sobre a intenção da Santa Casa de transferir a maternidade para o Hospital Infantil, que ganhará 22 novos leitos obstétricos e pediátricos em 2002. O promotor aguarda a definição por escrito da diretoria do hospital para discutir a nova proposta com a Secretaria da Saúde. ''Ficamos satisfeitos ao saber que os seis leitos (desativados na sede há um ano) continuarão no SUS (Sistema Único de Saúde), sendo usados em casos de emergência. Estamos preocupados é com o tempo de construção da nova maternidade'', comentou Tavares. (Colaborou Emerson Dias)


