Promotor investiga causas de acidente
Promotor investiga causas de acidente
Péssimas condições de trecho da BR-272 pode ter provocado o acidente que matou dois delegados e um escrivão de Umuarama
Vânia Moreira
Umuarama Ilustrado
Rodovia perigosaO Santana dos policiais bateu de frente com uma carreta; um dos veículos desviava de buracosO promotor de Guaíra, Robertson Fonseca de Azevedo, instaurou ontem inquérito civil público para apurar a responsabilidade pelas condições da rodovia BR-272 , entre Iporã e Guaíra, onde aconteceu o acidente que matou quarta-feira à tarde o delegado chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Edson José de Camargo Barros, 48 anos, o delegado adjunto José Leme Pereira, 47, e o escrivão Carlos Roberto Melo, 37. O Santana em que os três viajavam bateu de frente com uma carreta de Campo Grande (MS).
De acordo com os patrulheiros rodoviários, a carreta teria se desgovernado ao desviar de um buraco e ido ao encontro do Santana. Único sobrevivente, o motorista da carreta, Moacir Vieira Santos, 56 anos, alega que o Santana entrou na pista contrária tentando desviar dos buracos.
O trecho de 60 quilômetros da rodovia entre Iporã e Guaíra está totalmente esburacado. Em alguns pontos o asfalto quase desapareceu. O promtor Robertson Azevedo diz que conhece bem a situaão da estrada e já vinha congitando a idéia de tomar alguma providência contra o estado precário da pista. Depois deste acidente gravíssimo, não dá para esperar mais, disse o promotor.
Embora seja uma rodovia federal, a responsabilidade pela conservação do trecho teria sido assumida pelo Governo do Estado, através de um convênio firmado com a União. Azevedo solicitou cópia do convênio. Ele quer saber por que os responsáveis pela rodovia não recuperam o trecho, apesar do aumento do tráfego depois da inauguração da ponte de Guaíra.
Os corpos dos delegados e do escrivão foram velados durante toda a madrugada na Câmara de Umuarama. Às 9 horas, os corpos dos delegados foram levados de avião para o interior paulista, onde moram os familiares. Barros foi sepultado no final da tarde em Tatu e Leme, em Itapetininga. O corpo do escrivão foi levado para Cruzeiro do Oeste (29 quilmetros de Umuarama).
Os três eram casados e tinham filhos pequenos. O escrivão Melo tinha três filhos, entre eles uma menina de apenas 2 meses. Os dois delegados estavam em Umuarama há 6 anos. O acidente chocou os moradores e centenas de pessoas foram ao velório na Câmara.
O delegado adjunto de Maringá, Luiz Norberto Canhoto, deve assumir a chefia da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama. De férias em sua casa em Maringá, Canhoto disse ontem que estava aguardando a confirmação e, se for designado, assume o cargo em Umuarama segunda-feira. Depois de 6 anos como delegado adjunto em Maringá, há um mês ele pediu transferência e saiu de férias. Canhoto tem 22 anos de carreira e já chefiou as delegacias de Foz do Iguaçu e Paranavaí.





