O promotor de Justiça de Maringá, João Angelo Leonardi, alertou ontem que os vendedores de leite cru podem responder civil e criminalmente por males que o produto venha a cusar nos consumidores. O infrator poderá pagar todo o tratamento médico e no caso de morte ser responsabilizado. Apesar da legislação federal proibir o comércio de leite cru (sem pasteurização, tirado do animal e comercializado normalmente pelo próprio produtor), em Maringá cerca de 5 mil litros são entregues diariamente em residências da periferia.
Desde o início do ano passado, a Vigilância Sanitária vem realizando um trabalho de conscientização dos produtores, na tentativa de mobilizar a categoria para a construção de uma usina comunitária. O vereador Basílio Bacarin (PSDB) teve aprovado o projeto de doação de um terreno para a associação de produtores. A entidade, no entanto, não possui recursos para instalar a usina. A prefeitura também está participando do trabalho de melhoria da qualidade do leite, fazendo inspeções no rebanho e no produto distribuído diretamente aos consumidores.
O secretário de Saúde de Maringá, Ivan Murad, lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) comprovou a existência de 23 agentes causadores de enfermidades no leite cru. ‘‘O hábito de ferver o leite não elimina os riscos de doenças, pois não acaba com os microorganismos’’, ressalta Murad. Ele garante que a pasteurização é o único meio de eliminar os riscos de doenças. ‘‘Existem consumidores que ainda acreditam que o leite cru é mais puro que o industrializado, o que não é verdade’’, lamenta Murad.

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