Albari RosaRibas: orgulhoso por não ter ‘cansado os jurados’ durante interrogatórioA promotoria que julga o assassinato do menino Evandro Ramos Caetano terminou de interrogar ontem à tarde o diretor do Instituto Médico Legal, Francisco Moraes e Silva. Foram três dias e meio de perguntas.
O promotor Celso Ribas se orgulhava ontem de ter ficado com a testemunha durante todo esse tempo ‘‘sem cansar os jurados’’. Mas a defesa não parou de criticar a demora de Ribas. ‘‘Ele ficou três dias e meio em cima de questões genéricas que acrescentaram pouco ao processo’’, diz o advogado de defesa Antonio Figueiredo Basto. ‘‘Falaram até de sequestro no Paraguai e da vida profissional de Moraes e Silva.’’
Ribas afirmou que o depoimento de Moraes e Silva não deixa dúvidas de que o corpo encontrado é de Evandro Ramos Caetano, de 7 anos - vítima do suposto ritual de magia negra - e que houve lesões na região do pescoço do garoto. ‘‘Não há o que se discutir quanto à materialidade’’, diz Ribas.
Para Basto, a materialidade é uma questão menor. ‘‘Estamos discutindo se Celina e Beatriz Abbage cometeram o crime, e prova disso Ribas ainda não conseguiu.’’ Quanto ao corpo, Basto diz que ainda restam dúvidas se ele é mesmo de Evandro. O perito criminal Arthur Conrado Drischel disse em seu depoimento que o corpo é muito grande para ser de Evandro. Moraes e Silva confirmou que o corpo encontrado é do menino. A juíza Marcelise Weber Lorite autorizou acareação entre as duas testemunhas.
A defesa começou a interrogar Moraes e Silva e pretendia terminar as perguntas ontem mesmo. Segundo Basto, a defesa vai diminuir ao máximo o número de perguntas. Basto falava ontem em 100 perguntas. Antes, estavam previstas 200.
Segundo Basto, a defesa investirá nas contradições que existem entre a confissão de três outros acusados do crime (Osvaldo Marcineiro, Davi Soares e Vicente de Paula) e o laudo feito pelo IML. ‘‘Osvaldo diz que cortou o pênis, uma mão e um pé do menino. No laudo, consta que o pênis e o pé não foram cortados, mas que o corpo está sem as duas mãos’’, diz Basto.

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