O procurador-geral de Justiça, Marco Antônio Teixeira, abriu um processo administrativo para investigar a denúncia que o promotor Darci Furquim Neto, da 2 Vara de Execuções do Paraná, estaria atrasando processos de presos condenados do sistema penintenciário de Curitiba. De acordo com denúncia, encaminhada pela seção Curitiba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), cerca de 600 processos estariam parados, alguns desde março. Ontem a Folha procurou o promotor Darci Furquim Neto na Vara de Execuções Penais, mas não conseguiu encontrá-lo.
Para agilizar os processos parados, Marco Antônio Teixeira nomeou dois promotores para verificar esses documentos. ''Com isso, o problema dos processos emperrados devem ser agilizados'', avaliou o advogado Dálio Zippin Filho, da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB.
Zippin disse que outra questão nas execuções penais é a falta de assitência jurídica para os presos. ''Uma das causas que faz com que as delegacias estejam cheias é que muitos presos que deveriam ser transferidos ou liberados ainda estão presos em celas nos distritos'', disse. A previsão da OAB é que deveriam ser libertados 240 pessoas. (I.R.)

mockup