Albari RosaJuíza Marcelise Lorite toma café durante a leitura das peças com provas processuais, que deve terminar hojeO promotor público Celso Ribas e o advogado de defesa de Celina e Beatriz Abagge, Antônio Fiqueredo Basto, se desentenderam ontem no Fórum de São José dos Pinhais, no quarto dia do julgamento do Caso Evandro. Ribas, responsável pela acusação, acusou ontem as rés Celina e Beatriz Abagge de serem pessoas ‘‘psicóticas e psicopatas’’. Ele fez à declaração quando dava entrevistas à imprensa dizendo possuir provas que incriminam mãe e filha pelo assassinato do menino Evandro Caetano, ocorrido em 1992.
Figueiredo Basto ficou sabendo da declaração de Ribas e, muito irritado, disse à imprensa que vai interpelar judicialmente o promotor por ter ‘‘tentar difamar’’ suas clientes. ‘‘Se existe algum psicopata aqui neste tribunal é ele’’, rebateu Figueiredo Basto, afirmando que a atitude do promotor foi intolerável. Durante a entrevista, Ribas sugeriu possuir provas de que Celina e Beatriz também estão envolvidas no desaparecimento de outras crianças no Paraná.
Logo depois, o promotor concedeu uma nova entrevista desmentindo o que sugerira minutos antes. Ele disse ter tido a intenção de afirmar apenas que, ‘‘como cidadão’’, tem convicção do envolvimento de Oswaldo Marcineiro, Davi Soares e Vicente de Paula no desaparecimento do menino Leandro Bossi. ‘‘Em nenhum momento quis acusar a família Abagge por mais este crime’’, consertou.
Figueiredo Basto, que também faz a defesa de Marcineiro, Soares e Paula, disse que não iria permitir que o promotor tentasse ‘‘manipular a imprensa’’. ‘‘O julgamento se faz no tribunal, com base nos processos, e não pelos jornais’’, disse.
Ontem a juíza Marcelise Weber Lorite deu continuidade à leitura das peças que contém as provas processuais do crime. Esta fase do julgamento, que antecede os debates entre a defesa e a acusação, está prevista para terminar no final da noite de hoje.

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