Promotor diz que PR tem energia suficiente
O promotor de Guaíra, Robertson Fonseca de Azevedo, defendeu no encontro que o Paraná não precisa de mais energia elétrica já que 80% de sua produção é exportada para outros estados brasileiros. A construção destas usinas no Rio Tibagi não se justifica, argumentou. Como a Copel será privatizada, os lucros vão para empresas privadas.
Segundo Azevedo, o Centro de Apoio Operacional da Promotoria de Proteção ao Meio Ambiente quer mais transparência na questão das hidrelétricas do Tibagi. Queremos o máximo de informações e de participação popular.
O promotor disse também que os royalties pagos pelas usinas não são compensadores para os municípios. O recebimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a produção agrícola feita nas áreas de usinas são maiores. Como o ICMS é pago na região consumidora, o Paraná receberia mais ICMS sobre os produtos plantados nas regiões alagadas.
As usinas vão provocar impactos ambiental, social, cultural e econômico, segundo Azevedo. O meio ambiente mudará completamente, o peixe de rio vai morrer, as populações serão forçadas a se transferir para outros locais e vários sítios arqueológicos vão desaparecer, disse. Basta lembrar que, no Paraná, o Movimento Sem Terra (MST) foi iniciado por pessoas deslocadas por causa da Itaipu.
Embora não seja totalmente favorável às termoelétricas, Azevedo disse preferir esta opção do que as hidrelétricas. As térmicas causam menos danos localizados. Já as hidrelétricas acabam com a biodiversidade dos rios. O 4º Encontro das Populações do Vale do Tibagi acontecerá no dia 6 de agosto, em local ainda a ser definido.(C.L.)





