Promotor diz que adiar
julgamento é ‘manobra’
Vânia Casado
O promotor Celso Ribas considera ‘uma temeridade’ o adiamento do julgamento dos cinco réus acusados de matar o menino Evandro Ramos Caetano, há seis anos, em Guaratuba. Para ele, o pedido de adiamento do julgamento por parte do advogado de defesa dos réus, Antonio Figueiredo Basto, e o pronto acolhimento por parte da juíza, Marcelise Weber Lorite, evidencia uma ‘‘manobra’’ para arrefecer o sentimento de indignação da população, diante da absolvição de Celina e Beatriz Abbage.
Ribas disse que está reunindo provas sobre várias irregularidades ocorridas durante e depois do julgamento das Abbage, para entrar com recurso. Ele está adotando a cautela de tirar três cópias das evidências de irregularidades e enviando a pessoas de sua confiança. A última irregularidade apontada em todo o processo em torno do ‘‘caso Evandro’’, é que o Ministério Público não foi consultado sobre o adiamento do julgamento.
Na próxima segunda-feira, deveria acontecer o julgamento de Osvaldo Marcineiro, Vicente de Paula Ferreira e Davi dos Santos Soares, três dos cinco réus envolvidos. Os outros são Airton Bardelli dos Santos e Francisco Sérgio Cristofolini. A data do novo julgamento será marcada no segundo semestre. O advogado de defesa pediu o adiamento, argumentando excesso de trabalho em seu escritório. Basto argumentou que o único beneficiado com essa medida seria o Ministério Público, porque o promotor Celso Ribas ‘‘teria mais tempo’’ para estudar o processo. Para Ribas, essa afirmação é uma tentativa de manipular a opinião pública, distorcendo os fatos e jogando a população contra o promotor.

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