O promotor de Justiça de Sarandi (7 km a leste de Maringá), Edmarcio Real, apresentou denúncia contra a auxiliar de cozinha Sílvia Cristina Ribeiro de Souza, 20 anos, acusando-a de ter praticado crime hediondo. Real classificou de homicídio duplamente qualificado por meio cruel e dissimulado o crime praticado por Sílvia Cristina, que pôs o filho recém-nascido em uma sacola e depois permitiu que uma colega jogasse o pacote no lixo. O corpo foi encontrado por catadores de papel no lixão da cidade.
Sílvia Cristina foi presa no dia 1º de julho e aguarda julgamento popular na cadeia de Sarandi. Na denúncia apresentada pelo promotor, ele acrescenta que houve ocultação de cadáver. No depoimento prestado na delegacia no dia da prisão, Sílvia Cristina disse que tinha vergonha da gravidez e que havia escondido a gestação.
Ela contou que o bebê nasceu na madrugada do dia 20 de junho e ela mesmo teria cortado o cordão umbilical. Em seguida, disse que havia envolvido a criança em um pano e colocado dentro de uma sacola. No depoimento, afirmou que havia desconfiado que o bebê estava morto e que não sabia o que fazer. A sacola ficou dentro da casa onde ela morava junto com a amiga. Foi a amiga, segundo ela, que sentiu o mau cheiro e colocou a sacola no lixo.
De acordo com o laudo do IML, a criança nasceu viva e morreu de frio e inanição. Para localizar Sílvia Cristina, a polícia fez um rastreamento do percurso feito pelo caminhão da coleta de lixo no dia em que o corpo foi encontrado no lixão e colheu depoimentos dos moradores. A suspeita recaiu sobre Sílvia Cristina, que havia faltado no serviço e estava com hemorragia. A pena prevista para crimes hediondos varia de 12 a 30 anos de prisão.

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