O promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais e da Saúde Pública de Londrina, Paulo César Vieira Tavares, questionou a qualidade do trabalho preventivo realizado pelos agentes de sáude. Ele participou ontem da reunião do Comitê Municipal de Mobilização Contra a Dengue.
Para Tavares, é preciso maior profissionalização do pessoal e supervisão por parte das secretarias envolvidas. Ele sugeriu que o dia ''D'' de combate fosse instituído mensalmente.
O secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, se defendeu dizendo que o município segue os padrões nacionais no controle do mosquito, com o número de agentes e veículos determinados pela quantidade de imóveis. Ele lembrou ainda os leitos e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) disponibilizados pelo Hospital Universitário e Santa Casa para os casos mais graves da doença.
Já o representante da Universidade Estadual de Londrina (UEL) no comitê, o professor José Lopes, listou cinco falhas cometidas no sistema de combate adotado pelo município: a formação dos agentes, a cultura da população, a aplicação noturna do fumacê, falta de recursos financeiros e a ausência de campanhas publicitárias mais convincentes. ''Enquanto não tem conscientização não tem ação que controle o mosquito'', resumiu.
O professor é responsável pelo projeto de produção de um bioinseticida para o combate do mosquito, feito a base do Bacillus thuringiensis. O produto está pronto, mas falta a verba para a montagem do laboratório de produção. O projeto está sendo analisado pela Secretaria de Estado da Ciência Tecnologia e Ensino Superior. Na semana que vem, ele deve ir a Brasília em busca de recursos.

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