Promotor conclui caso de erro médico
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sábado, 26 de abril de 2003
Renê Muller<br>Reportagem Local 
O promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais e da Saúde Pública de Londrina, Paulo Vieira Tavares, deve apresentar à Justiça, nesta semana, o relatório final do caso do cozinheiro José Carlos Fortunato de Paula, 32 anos. Após ser submetido a uma operação e enxerto no ouvido esquerdo, em março de 2002, o cozinheiro ficou 20 dias em coma, e retomou a consciência apresentando sequelas na fala e na coordenação motora. O promotor espera apenas a chegada da documentação original do caso, que vem de Curitiba.
Tavares já recebeu por fax o parecer técnico do Ministério da Saúde, que apontou como ''inquestionável'' o fato de que houve erro assistencial no atendimento a Fortunato. O indício de falha já havia sido levantado pelo Ministério Público (MP), junto com ofício elaborado pela própria comissão de ética do Hospital Universitário (HU), local onde ocorreu a operação. Segundo o ofício, as complicações teriam ocorrido na recuperação anestésica do paciente, após a cirurgia, e teriam resultado em ''sequelas neurológicas''.
As provas documentais, arroladas em três procedimentos administrativos que avaliam o caso, também servirão de base para o relatório do Ministério Público. O promotor prefere não adiantar qual será seu conteúdo, e quais poderão ser os próximos encaminhamentos do caso na Justiça. ''Preciso receber toda a documentação de Curitiba para concluir o relatório'', frisou.
Desde a divulgação do caso, a superintendência do HU mantém silêncio sobre as complicações de Fortunato, e só deve se pronunciar a respeito após concluída uma sindicância do Conselho Regional de Medicina (CRM), iniciada para apurar os procedimentos ocorridos antes, durante e depois da operação. A documentação fornecida pelo HU já foi repassada para o CRM estadual, em Curitiba, para a instalação da sindicância.


