A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Londrina abriu procedimento para apurar eventuais irregularidades que estariam ocorrendo no Instituto Médico Legal (IML) da Cidade. As denúncias partiram de funerárias da região, que estariam fazendo contribuições ao IML, para liberar os corpos encaminhados ao instituto.
Segundo o promotor da PIC, Cláudio Esteves, diversas pessoas já foram ouvidas e as denúncias continuam sendo investigadas. ‘‘Por enquanto não posso adiantar nada sobre o caso, pois nossos trabalhos ainda não foram concluídos’’, disse Esteves. ‘‘Não quero criar nenhuma espectativa em torno das reclamações e denúncias que estão chegando por intermédio dos proprietários das funerárias’’.
O promotor não quis revelar o tipo das denúncias que estão sendo feitas pelas funerárias. No entanto Cláudio Esteves afirmou que em breve poderá concluir se houve ou não irregularidades no IML de Londrina.
Em ofício para a Folha de Londrina o médico legista Antonio Queiroz, chefe do IML na Cidade, disse que o órgão está passando por dificuldades adoministrativas e funcionais. E que as contribuições serviam para pagar os custos de serviços administrativos terceirizados.
Recentemente em Santa Catarina ocorreu um convênio igual ao de Londrina. Por ordem judicial o acordo foi suspenso sob a alegação de que todos os orgãos que prestam serviços à Justiça, devem ficar isentos de interesses. Devem agir de forma independente no desempenho de suas funções. O despacho judicial diz que a manutenção do IML é de exclusiva responsabilidade do Estado.Paulo WolfgangRespostaAntônio Queiroz, chefe do IML: ‘‘Temos conhecimento de que algumas funerárias, usando de má-fé, estão cobrando taxa para liberar os corpos. Mas estamos tomando as devidas providências’’Funérarias da região acusam cobrança de taxa para liberação de corpos

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