Promotor apura a denúncia de excesso de pessoal nos terminais
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quinta-feira, 05 de junho de 1997
Lucília Okamura 
O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, esteve anteontem visitando os terminais de transporte coletivo urbano da Cidade, acompanhado de diretores do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv). Segundo o sindicato, foram verificadas várias irregularidades, como excesso de funcionários em alguns terminais e ausência em outros.
O objetivo da visita foi verificar a situação dos 212 funcionários contratados pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), de janeiro a abril deste ano, sem concurso público. A alegação da Comurb é que as contratações foram feitas em caráter emergencial e que os funcionários trabalhariam nos setores de controle e arrecadação. Esses setores não existiam na Companhia e se tornaram necessários, segundo a Prefeitura, com o fim do contrato com a empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). O contrato é por tempo determinado: um ano.
O assunto das contratações sem concurso público veio à tona no mês passado. No dia 19 de maio, o promotor enviou requerimento à Comurb solicitando informações sobre a contratação das pessoas, como lista nominal de cargos e salários. O presidente do Sindicato, Gláudio Renato de Lima, conta que esteve nos terminais, a convite do promotor. Eles visitaram sete terminais.
Gláudio Lima observa que uma das irregularidades constatadas foi que, apesar das contratações, a Comurb continua utilizando pessoas da frente de trabalho nos terminais de bairro. Além disso, ele afirma que no Terminal Central há excesso de funcionários e cita como exemplo o fato de uma pessoa conferir a catraca e outra ficar observando o funcionário que faz o serviço.
O presidente do sindicato diz ainda que um funcionário da Comurb informou que algumas pessoas contratadas estão à disposição de outras secretarias da Prefeitura, mas voltarão a trabalhar nos terminais. Se as contratações eram em caráter emergencial, por que as pessoas foram emprestadas? Na opinião de Lima, o dinheiro público está sendo jogado fora com as contratações.
O promotor confirmou ontem que realizou as visitas, mas prefere não se pronunciar por enquanto, porque as investigações ainda estão sendo realizadas. Bruno Galatti conta que recebeu as informações solicitadas à Comurb no último dia 2. Mas ontem ele enviou outro requerimento à Companhia, pedindo esclarecimentos para complementar as informações. A Folha ligou para a Comurb e foi informada que o presidente da companhia, Cléber Tóffoli, está em Curitiba e só retorna hoje.


