Promotor apressa solução para lixão
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segunda-feira, 04 de maio de 1998
Maurício Borges 
O promotor de Defesa do Meio Ambiente de Apucarana, Luiz Fernando Delazari, anunciou ontem após reunião com o prefeito Carlos Scarpelini (PPB), que encaminhará ofício à Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), órgão do governo do Estado, reivindicando aceleração do processo de implantação de um aterro sanitário controlado no município.
Vistoria do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) realizada há 12 dias constatou quadro bastante preocupante no lixão de Apucarana. O depósito, situado há 4 quilômetros da área urbana, é responsável pela proliferação de moscas, além de poluição de nascentes de água e do ar com fumaça tóxica.
O parecer do IAP aponta que o lixão está situado em local totalmente impróprio. Trata-se de um fundo de vale, onde o chorume corre a céu aberto, atingindo as nascentes do Rio Pirapó, manancial utilizado pela Sanepar para abastecimento de Maringá, alerta o laudo do Instituto.
Na reunião de ontem, o prefeito apresentou à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente dois projetos elaborados pela assessoria técnica do Município, que visam justamente eliminar em definitivo o imenso foco de poluição que representa o lixão da cidade.
O principal deles está orçado em R$ 285 mil e já foi aprovado pela Suderhsa, explicou Scarpelini, acrescentando que outro projeto, visando a implantação de uma usina de reciclagem de lixo, depende do governo federal.
O prefeito também apresentou ao promotor Luiz Fernando Delazari cópia da escritura já registrada do novo terreno desapropriado e adquirido pela prefeitura para a implantação de um novo aterro sanitário.
A área de 8,5 alqueires, aprovada pelo IAP, já está à disposição. Agora dependemos da Suderhsa, órgão do Estado, na liberação dos recursos necessários para execução do projeto, relatou o prefeito, elogiando as medidas adotadas pelo Ministério Público para resolver o problema da poluição ambiental.
Depois de conversar com o prefeito e receber cópias dos projetos e da escritura do novo terreno, o promotor anunciou que está havendo boa vontade do poder público municipal. Por isso, disse que não pretende adotar medidas mais severas, como a interdição do lixão e a aplicação de multas.
O Município está fazendo sua parte, elaborando os projetos e colocando à disposição um novo terreno, e agora espera obter ajuda do Estado e da União para implantar um aterro sanitário controlado, avaliou Delazari.


