Odair StraliottiPromotor vistoria ‘‘lixão’’ acompanhado de fiscal do IAPAo vistoriar ontem o lixão de Apucarana, acompanhado de um fiscal do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o promotor Luiz Fernando Delazari, da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, anunciou que a partir de um parecer do IAP poderá pedir a interdição do lixão. Existem suspeitas de que este ‘‘imenso foco de poluição’’, gerado por 40 toneladas diárias do lixo urbano, estaria contaminando a nascente do Rio Pirapó, que abastece Maringá. O parecer do IAP deve ficar pronto na terça-feira.
‘‘A poluição chegou a um limite intolerável e através de uma ação cível pública a promotoria poderá impedir que o lixo continue a ser depositado neste local’’, comentou Delazari. O promotor lembrou ainda que desde outubro de 1996, o Ministério Público vem lutando para que o lixão seja erradicado definitivamente.
Segundo Delazari, em março do ano passado venceu o prazo previsto num termo de compromisso firmado entre a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e a Prefeitura de Apucarana. ‘‘O acordo não foi cumprido. Se fóssemos aplicar a multa de R$ 1 mil por dia, a prefeitura teria que pagar mais de R$ 300 mil’’.
Conforme avaliação preliminar de Welington Bembem, do Departamento de Poluição (Depol) do IAP - Regional de Londrina, depois que a promotoria interviu para atacar o problema houve uma sensível melhora. ‘‘Porém, o local voltou a ser um verdadeiro lixão’’. Numa rápida visita ao local, na estrada do distrito do Barreiro, a menos de cinco quilômetros da área urbana de Apucarana, o técnico do IAP concluiu que precisam ser adotadas providências urgentes para conter o foco de poluição ambiental.
A área do lixão é aberta e sujeita ao despejo de todo tipo de material. ‘‘A prefeitura dispõe de uma outra área, já liberada pelo IAP, e precisa iniciar a implantação de um aterro sanitário controlado’’, concluiu Bembem. O secretário municipal de Indústria e Comércio, Wagner Moreira de Oliveira, que acompanhou a vistoria, confirmou que a prefeitura já desapropriou uma área de quase nove alqueires para instalar o aterro sanitário e que já existe até um projeto técnico pronto.

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