O promotor de Ibiporã (14 quilômetros de Londrina), Pedro Carvalho Santos Assinger, começou a analisar ontem o inquérito policial civil que apura a morte do pastor José Idalécio Bueno, 36 anos, ocorrido em 9 de fevereiro deste ano, naquela Cidade. Legalmente, o promotor tem 15 dias para estudar o inquérito e chegar a uma decisão.
O inquérito foi entregue à Justiça, anteontem, pelo delegado do 1º Distrito Policial de Londrina, Edmo Ermenegildo. O delegado chegou à conclusão que o pastor foi agredido pelos policiais militares pouco antes de sua morte. Em frente ao Posto da Polícia Rodoviária, a vítima discutiu com PMs e foi colocado em uma viatura policial para ser levado até a delegacia. Lá, ele nem chegou a sair da viatura por estar passando mal. O pastor morreu antes de chegar ao hospital.
Estão envolvidos no caso quatro policiais militares (o sargento Levi Teófilo e os soldados Antônio Marcos Pereira, Amilton Rodrigues dos Santos e João Reis) e os policiais rodoviários Florisvaldo de Jesus Spolador, Aluísio Martins Cardoso, Dirson Domingos Thomé, Sérgio Noveli e Cláudio da Cruz Oliveira. O promotor Pedro Carvalho informa que o inquérito é composto por 137 páginas e observa não poder adiantar nada sobre o caso, já que ainda está analisando.
O promotor diz que até ontem não havia recebido oficialmente o pedido de afastamento do delegado, feito pelo advogado dos policiais militares, Omar Salle. O advogado entende que o delegado Edmo Ermenegildo fez um pré-julgamento dos envolvidos.
Já o Inquérito Policial Militar (IPM) que também apura o caso está na fase de encerramento. A informação é do tenente Luis Francisco Serra, do 5º Batalhão da Polícia Militar, encarregado do caso. O tenente afirma que o IPM será concluído até o final do mês. Tenente Serra explica que todos os envolvidos no caso e cerca de 10 testemunhas já foram ouvidos. O IPM será enviado à Auditoria de Justiça Militar, em Curitiba.

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