Promotor ameaça pedir intervenção em hospitais
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sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Andréa Bordinhão<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Uma manifestação ontem em Ponta Grossa cobrou dos governos municipal e estadual maior atenção à saúde. O ato foi organizado pelo promotor de Justiça Faud Faraj que ameaçou entrar com uma ação civil pública exigindo que o governo federal intervenha no Hospital Municipal e em todos os hospitais públicos do Estado. Faraj reclama que, enquanto pessoas estão sem acesso a consultas e cirurgias eletivas e até mesmo a leitos de UTI, o governo estadual não investe os 12% do orçamento na saúde como determina a Constituição Federal e que a prefeitura este ano fechou postos de saúde, demitiu médicos e está oferecendo menos remédios.
''Queremos esgotar todas as oportunidades de resolver a questão amigavelmente. Mas, se não for feito por vontade própria podemos recorrer a ações judiciais'', afirmou. O promotor explica que os problemas na área de saúde da cidade são inúmeros. ''Entre agosto de 2003 e agosto deste ano 91 pessoas morreram a espera de UTI no Hospital Municipal; não existe previsão para a realização de 1,2 mil cirurgias eletivas que a cidade demanda e milhares de pessoas esperam anos na fila para consultas com especialistas'', exemplificou.
O prefeito de Ponta Grossa, Pedro Wosgrau Filho, rebateu as acusações, por meio de nota. Ele afirmou que o município está investindo R$ 5 milhões em reforma e ampliação do Pronto-Socorro e do Hospital da Criança. E negou o fechamento de postos de saúde.
Já o governo do Estado, também por meio de nota, afirmou que se dispôs a fornecer os equipamentos e a realizar o credenciamento imediato de leitos de UTI na Santa Casa, Hospital Bom Jesus e Hospital Municipal e que aguarda solicitação formal dos hospitais. Quanto ao não cumprimento do gasto mínimo de 12% com saúde, a secretaria alegou que todos os gastos estiveram de acordo com a lei, ''como o próprio Tribunal de Contas do Estado comprovou.''


