Promotor afirma que
demora tumultua processo
Guilherme Vieira
O promotor Celso Ribas reclamou ontem da demora da juíza Marcelise Weber Lorite, do Fórum de São José dos Pinhais, em liberar o despacho que marcaria as datas dos próximos dois julgamentos do Caso Evandro. Ontem, até as 20 horas, a juíza ainda não havia entregado o despacho no Cartório Criminal, apesar de funcionários afirmarem que Marcelise teria ‘‘estabelecido a noite de ontem (hoje) como o prazo final para apresentar o documento’’. Há uma semana, a decisão vem sendo anunciada pela juíza, responsável pelo caso do assassinato do garoto Evandro Ramos Caetano, morto em 1992 em um suposto ritual de magia negra em Guaratuba. Os funcionários do fórum também negaram que Marcelise tenha a intenção de deixar o caso, e que ‘‘em nenhum momento ela teria admitido isso’’.
Ribas disse que a falta de uma definição ‘‘acabou fazendo surgir uma briga feia que pode tumultuar o processo’’. O promotor se referiu a diversas declarações divulgadas pela imprensa durante a semana, que teriam criado um clima de tensão. ‘‘Muitas coisas têm sido ditas em meu nome mas eu tenho me mantido calado aguardando o despacho da juíza’’, disse Ribas.
Outra influência negativa dessa ‘lentidão’ nos trabalhos seria sobre o recurso que o Ministério Público pretende entrar contra a absolvição de Celina e Beatriz Abagge, inocentadas no primeiro júri do Caso Evandro. Segundo o promotor, se os processos não forem liberados logo, alguns prazos poderiam ser perdidos e os recursos se tornarem prejudicados.
Fontes do Fórum de São José dos Pinhais informaram que o promotor já havia protocolado na noite de quarta-feira novo pedido de vistas ao processo, necessárias à instrumentalização do recurso. Os processos não foram liberados porque os volumes estavam sendo utilizados pela juíza, que os estaria usando para marcar as novas datas dos julgamentos dos acusados Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares, Vicente de Paula Ferreira, Airton Bardelli dos Santos e Francisco Sérgio Cristofolini.

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