Promoção já foi prolongada
Segundo a assessoria da Parmalat, a campanha de distribuição dos mamíferos começou em 15 de novembro de 1997 e estava prevista, inicialmente, para durar até fevereiro de 1998. O interesse da população, no entanto, surpreendeu. A procura vem sendo muito grande pelos 21 modelos disponíveis, fazendo com que filas e confusões sejam uma constante nos pontos de troca.
Esse panorama acabou levando a empresa a suspender a distribuição dos brinquedos no início deste ano, quando 1,2 milhão de unidades já tinham sido distribuídas aos consumidores. A promoção ganhou tamanha proporção que no mês de maio o presidente da Parmalat, Gianni Grisendi, fez um pronunciamento na TV pedindo calma à população e assumindo um compromisso público de que ninguém ficaria sem o bichinho de pelúcia. Naquele mês, 1 milhão de pelúcias foram importados da Ásia em quatro aviões de carga Boeing e dois cargueiros Antonov. No dia 5 de maio foram distribuídos 500 mil mamíferos - segundo a empresa, a maior troca de brindes da história.
A Parmalat prorrogou então a promoção até 31 de de julho. Como as pessoas ainda não conseguiram receber os mamíferos desejados, a promoção foi novamente ampliada até 31 de outubro deste ano, data prevista oficialmente para terminar.
A pressão dos consumidores fez com que a empresa criasse um departamento de atendimento ao consumidor, com 30 linhas telefônicas especialmente para atender reclamações sobre o assunto.
A Parmalat informou ainda que, devido à grande procura, a empresa não descarta a possibilidade de continuar com a campanha depois de 31 de outubro.
Faturamento - A procura dos consumidores pelos bichinhos de pelúcia já começa a trazer reflexos sobre o faturamento da empresa. A Parmalat admite que teve um crescimento de cerca de 15% devido à campanha, associado ao lançamento de 62 novos produtos. Segundo a assessoria de empresa, o faturamento da Parmalat em 1997 foi de US$ 1,1 bilhão.





