Começam hoje as obras da Avenida Nassib Jabur, inicialmente nominada Ayrton Senna, que prolongará a Avenida Maringá até a Avenida Madre Leônia Milito (Zona Sul). Depois de quase um ano de negociações, a prefeitura conseguiu fechar acordo com os oito proprietários das áreas que, além de ceder parte dos terrenos, vão custear 50% da obra, estimada em R$ 2 milhões.
O primeiro trecho da avenida, cujo projeto é estender-se até a Celso Garcia Cid (PR-445), terá pouco mais de um quilômetro de extensão e 34 metros de largura. Inicialmente serão construídas duas pistas de rolamento. Três rotatórias estão inclusas no projeto, nos entroncamentos com as ruas Bento Munhoz da Rocha Neto, Ernani Lacerda de Athayde e Madre Leônia Milito.
A intenção de prolongar a Avenida Maringá tem mais de 10 anos. Em 1995 um projeto de lei já havia dado nome à avenida inexistente de Ayrton Senna, renomeada há poucas semanas também por força de projeto de lei. Segundo o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, a obra só foi possível pela participação dos proprietários. ''O grande mérito é a parceria entre empreendedores e município'', comenta.
Os proprietários serão responsáveis pelas obras de terraplenagem, drenagem e construção do canteiro central, entre outras. A contrapartida do município será a implantação da iluminação e colocação de capa asfáltica.
Segundo o secretário, a construtora responsável pela obra, a KRB Construtora de Obras Ltda., inicia as obras logo após a cerimônia de assinatura da autorização pelo prefeito Nedson Micheleti. Uma pequena cerimônia será realizada no local. A previsão é de entrega em seis meses.
A avenida é tida como prioridade pela administração porque vai desafogar parte do tráfego da Avenida Higienópolis, principal via de acesso para a Zona Sul. ''Essa avenida é essencial para o sistema viário, ela cria um acesso para a região sul, que hoje é a área que mais cresce na cidade'', afirma o secretário. As negociações com os proprietários do segundo trecho do projeto, com extensão até a PR 445, segundo o secretário, estão adiantadas. Crescentini afirma que os quatro proprietários são favoráveis à obra e à doação.

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