Proliferação de macrófitas volta a poluir o Lago Igapó
Acúmulo de alfaces d'água no canal do Córrego do Leme, no Igapó 1, bloqueia luz solar e retém lixo
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quarta-feira, 15 de abril de 2026
Acúmulo de alfaces d'água no canal do Córrego do Leme, no Igapó 1, bloqueia luz solar e retém lixo

As alfaces d'água estão de volta ao Lago Igapó. As plantas, macrófitas aquáticas, tomaram conta do canal ao lado do Iate Clube, onde as águas do córrego do Leme desaguam no Igapó 1. Além dos prejuízos ambientais da própria proliferação, a vegetação também represa lixo. Entre as folhas, embalagens plásticas e outros materiais descartados começam a se acumular, dando um mau aspecto ao local, cartão-postal de Londrina.
O problema é recorrente. Em setembro do ano passado, a concentração se deu no Lago 2. No fim daquele mês, equipes da Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) fizeram a remoção das plantas aquáticas utilizando um barco de pequeno porte.

Segundo especialistas, a presença de plantas aquáticas pode ter efeitos positivos ou negativos, dependendo da proporção ocupada na superfície dos lagos. Em níveis controlados, elas ajudam a reduzir a eutrofização — processo de excesso de nutrientes na água que estimula o crescimento de algas — ao absorver nutrientes em excesso na água.
No entanto, quando há combinação de estiagem prolongada e alta concentração de nutrientes, essas plantas tendem a se proliferar além do limite considerado benéfico. Esse crescimento excessivo pode bloquear a entrada de luz solar na água, comprometendo organismos responsáveis pela produção de oxigênio e afetando o equilíbrio do ecossistema aquático.

Nesse cenário, a redução da fotossíntese e a posterior decomposição de organismos podem provocar queda nos níveis de oxigênio dissolvido, elevando o risco de mortandade de peixes e outros impactos ambientais.
Ainda de acordo com especialistas ouvidos recentemente pela FOLHA, o crescimento ou aumento das macrófitas pode remeter ao despejo ilegal de dejeitos no Igapó. Em outubro de 2025, o órgão encontrou três pontos de lançamento de esgoto clandestino na rede de águas pluviais de Londrina, um no próprio Igapó 2, vindo de um condomínio residencial da Gleba Palhano, outro no Lago Norte e o terceiro na bacia do Córrego Barreiro, na zona leste.

A reportagem entrou em contato com a Sema para saber se há uma data definida para a limpeza do trecho e se novos pontos de emissão irregular de esgoto foram localizados recentemente, mas não obteve retorno.


Da Redação
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