Projetos tentam coibir raves na RMC
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quarta-feira, 19 de abril de 2006
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As raves estão causando polêmica na Região Metropolitana de Curitiba. Na semana passada, a festa de música eletrônica Tribaltech, que seria realizada em Piraquara, foi transferida para Colombo. A mudança foi feita porque recentemente a Prefeitura de Piraquara promulgou uma lei que determina que festas ao ar livre só podem ocorrer entre as 10 e as 24 horas.
O chefe de fiscalização da prefeitura, Antônio Ferreira da Silva, disse que o projeto de lei partiu da Câmara de Vereadores e nasceu das constantes reclamações da população sobre raves. Várias festas do tipo eram realizadas em chácaras de Piraquara. A população reclamava muito do barulho e muitos eventos não tinham autorização da prefeitura, disse Silva.
Na Câmara de São José dos Pinhais tramita um projeto de lei para regulamentação de raves. O autor da matéria, vereador Marcos da Vidofer (PPS), comentou que o objetivo é justamente dificultar a realização de festas de música eletrônica. O projeto estabelece normas mais rígidas de segurança e realização de raves apenas em locais distantes no mínimo 5 quilômetros de qualquer outra propriedade. O horário máximo para encerramento das raves deve ser definido nas comissões da Câmara.
Atualmente, quem produz uma rave paga uma taxa na prefeitura, a festa começa na sexta e segue por dias. As raves são realizadas na área rural, onde os agricultores precisam acordar cedo para trabalhar. Os produtores rurais reclamam muito do barulho das festas. Outro problema é o uso de drogas. Recentemente, umas pessoas ficaram drogadas numa rave, lotaram um ônibus e saíram peladas por aí, afirmou o vereador.
O empresário Carlos Civitate, organizador da Tribaltech, afirmou que as raves feitas de forma irregular mancham a imagem dos produtores que seguem a lei. As prefeituras devem exigir documentação e responsabilidade dos organizadores. Quem está fazendo direito está pagando pelos erros de quem comete irregularidades, criticou Civitate.
Já fui a raves em que o uso de drogas era descarado. Nas minhas festas, procuramos coibir, disse o empresário, que citou ainda que as raves precisam ser consideradas do ponto de vista econômico. Na última rave que organizei, 250 pessoas trabalharam diretamente no evento e outras 50 indiretamente, explicou.


