Todo ano os alunos do Colégio Sesi escolhem as oficinas de ensino em que desejam participar e quase sempre o aprendizado extrapola os limites da sala de aula. No ano passado não foi diferente e os prêmios recebidos na Mostra Inova - Cidades Inovadoras, promovida pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), na semana passada, em Curitiba, só comprovam que a participação ativa do estudante faz diferença.
Três projetos de alunos do Sesi de Londrina obtiveram boas colocações na competição, o que rendeu à unidade o título de colégio que mais ganhou prêmios no ano. Entre os destaques estão o 1º lugar das professoras Francielli Aparecida Lima e Valdirene Negreiros Rodrigues, na categoria processos, com o projeto Amigos do Planeta: Fazendo Compostagem na Escola; o 2º lugar na categoria serviço da professora Gisele Cristina Moro Hesnauer, idealizadora do projeto Escopet; e o 3º lugar na categoria produto para o estudante Heitor Alberto Denis Urbano, que criou o bico-4 jatos direcional para ser acoplado em mangueiras.
Valdirene explicou que a ideia de desenvolver uma composteira para a escola surgiu entre os próprios alunos da educação infantil, com idade média de 5 anos, que decidiram reaproveitar os restos da merenda escolar. Com o adubo orgânico produzido na composteira, os estudantes aproveitaram para revitalizar a horta. ''Todo o trabalho virou um livro escrito e ilustrado pelos alunos.''
''Não precisa usar veneno porque usa os restos de comida da cozinha, que vira adubo'', explicaram os alunos Pedro Ivo, Pedro Henrique, Isadora e Catarina, hoje com 6 anos, que participaram da criação da composteira no ano passado. Segundo as crianças, são as minhocas e os tatus-bola, batizados por eles de ''bichinhos do bem'', que transformam o lixo em adubo.
Cidadania
Para as estudantes Gabriela Torres e Ana Carolina Leal Muniz, de 8 anos, descobrir que o Escopet, realizado por elas no ano passado, ganhou um prêmio foi uma ''surpresa emocionante''. ''O que mais gostei foi ajudar e limpar a natureza, pois uma garrafa pet demora até 450 anos para se decompor'', justificou Gabriela. Já segundo Ana Carolina, com os ensinamentos da professora, as crianças conseguiram tirar as garrafas da natureza e ainda gerar emprego. ''E os móveis são muito confortáveis e para ficar ainda mais fofinho é só colocar almofadas.''
Conforme a professora Gisele Hesnauer, a ideia de reciclar garrafas pet também partiu dos próprios estudantes, que depois de muita pesquisa, aproveitaram as técnicas de um professor carioca para construir móveis a partir do material reciclado. ''Foram poltronas, sofás, camas, armários, criados-mudos que acabaram doados para famílias carentes'', resumiu.

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