Projetos devem ser concluídos somente em 2015
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - A Estrada dos Pioneiros era a antiga estrada mestra da Companhia de Terras do Norte do Paraná e auxiliou no desenvolvimento de Londrina, principalmente porque conduziu a construção da ferrovia pelos municípios da região. Apesar da importância histórica, com a construção da BR-369, a ligação da cidade com o Estado de São Paulo tornou-se secundária e isso determinou a postergação da pavimentação da via, que existe desde a década de 1930. Gerações de prefeitos e governadores passaram sem que a obra fosse realizada. Com isso, a 369 permanece até hoje a única via de ligação entre Ibiporã e Londrina. Os 6,2 km da estrada, ligando o Jardim Santa Paula, em Ibiporã, até a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Londrina, seriam uma alternativa importante para dividir o tráfego de veículos com a BR-369.
Em 2009, o governo estadual chegou a anunciar a pavimentação da via, mas a ordem de serviço para a realização das obras foi rescindida no primeiro semestre deste ano por ter sido elaborada fora das especificações técnicas. Na época, foi divulgado que a obra custaria R$ 5,1 milhões com prazo de execução de 365 dias. Porém, segundo a assessoria da Secretaria de Infraestrutura e Logística, quando o projeto voltou a ser analisado este ano para a atualização de valores, foi constatado que estava fora das especificações e não previa o desvio de parte do fluxo da BR-369 para a nova estrada e o impacto de veículos no município de Londrina, que teria de fazer adequações para absorver essa mudança. A secretaria calcula pelo menos mais dois anos para concluir os projetos e, em seguida, abrir o processo licitatório.
Percorrendo a estrada, é possível observar várias plantações de trigo e algumas de milho. As poucas plantações de café que resistiam no local foram erradicadas depois da última geada. Ao longo da margem da rodovia o capim colonião está tingido de vermelho pela terra roxa, típica da região.
"Se já estivesse asfaltada eu levaria apenas dez minutos para ir até Ibiporã. Pela BR- 369 eu preciso enfrentar o trânsito, semáforos, e chego a gastar até uma hora para ir ao mesmo local", afirmou a comerciante Regina Lúcia Corrêa, que possui um estabelecimento na Pioneiros, esquina com a Avenida Jamil Scaff, e que se desloca diariamente até a Ceasa.
Já o mecânico Zenildo Pereira Farias contou que, mesmo sabendo que o trajeto pela estrada é mais curto, opta por ir a Ibiporã pela BR-369, para evitar a poeira. O caminhoneiro Adilson Aparecido Domingues circula pela região para comercializar cestas básicas. "Se asfaltarem aqui acabarão os acidentes e muito caminhoneiro irá querer passar por aqui", destacou.
Na outra ponta da estrada, em Ibiporã, os moradores do Jardim Santa Paula também reclamam da demora para a entrega da pavimentação. A dona de casa Daiane Turtureli Fernandes afirmou que não há nem como os pedestres passarem pela estrada devido ao matagal na beira da rodovia. "Isso faz as pessoas jogarem lixo por lá e até assaltantes se refugiam em meio a esse mato", reclamou. Ela destacou também que em dias de chuva a pista fica escorregadia e já presenciou acidentes por esse motivo.
Para os estudantes do Ensino Médio, Camila Mota, Igor Oliveira e David Avelar, que aspiram um dia estudar na UTFPR, a pavimentação proporcionaria um caminho mais curto para chegar à universidade.


