Projetos definem regras para animais em Maringá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de abril de 2001
Marcos Zanatta De Maringá 
Os donos de cavalos e cachorros de Maringá terão que respeitar regras rígidas se duas leis aprovadas pelos vereadores forem sancionadas pelo prefeito José Cláudio (PT). Uma delas regulamenta a circulação de carroças na área central e a outra a condução de cães em locais públicos. Não existe estatística sobre o número de cachorros que passeiam com os donos. Já a Secretaria de Transportes do município tem 652 carroças cadastradas, todas devidamente emplacadas.
O projeto das carroças, do vereador Mário Hossokawa (PSDB), sofreu algumas emendas. Na proposta inicial, a intenção era simplesmente impedir a circulação de carroças em toda área central das 7h30 às 19 horas. Os carroceiros foram até a Câmara e pressionaram para mudar o projeto. Como a maioria é catador de papel, os carroceiros alegam que o serviço só pode ser executado durante o dia, principalmente porque a partir das 18 horas começa a coleta de lixo no centro.
Com as emendas ao projeto, as carroças podem circular no miolo central até as 10 horas. A área liberada, onde se concentra o comércio da cidade, fica entre as avenidas São Paulo e Paraná e as avenidas Tamandaré e Tiradentes. Nas demais vias até o limite com os bairros próximos ao centro, o horário continua o mesmo da proposta inicial. No horário proibido, os carroceiros poderão apenas passar pelas ruas e avenidas com destino ao centro e aos bairros, explica Hossokawa.
O projeto do vereador Paulo Mantovani (PSDB) regulamenta o passeio de cachorros am vias públicas. Os animais terão que usar coleiras, focinheiras e enforcador, corda que limita a distância entre o animal e o dono. A lei determina ainda que o cachorro só pode ser conduzido pelo proprietário. O vereador diz que muitos animais só respeitam o dono e, em caso de ataque, outra pessoa não terá domínio sobre o animal. O projeto de Mantovani recebeu uma emenda da vereadora Marly Martin da Silva (PPB), antes de ser aprovado. Ela exigiu um artigo liberando das exigências os cachorros-guias utilizados por deficientes visuais.


