Projeto viabiliza construção de maternidade pública em Maringá
Projeto viabiliza construção de
maternidade pública em Maringá
Marcos Zanatta
Arquivo FolhaEntre 15% e 20% das gestantes fazem o parto em outras cidadesUm projeto do vereador Paulo Mantovani (PSDB), de Maringá, aprovado por unanimidade, vai viabilizar a construção de uma maternidade pública na cidade. Queremos acabar com as viagens das gestantes, que causa muitos transtornos para toda a família, diz o vereador. Ele baseou o projeto no movimento de gestantes em busca de auxílio dos vereadores e nas denúncias feitas pela imprensa.
Um levantamento informal, citado por Mantovani, aponta que entre 15% a 20% das gestantes de Maringá fazem o parto em cidades vizinhas. Os dois cartórios de registro civil da cidade atendem a uma média de 400 nascimentos por mês. Não temos dados precisos, mas com certeza 90% das gestantes pobres ganham o filho fora da cidade, afirma. O problema de atendimento a gestantes do SUS em Maringá está na falta de leitos credenciados. Dos sete hospitais da cidade, apenas dois são credenciados ao sistema público.
A opção das gestantes é buscar atendimento em cidades menores, onde os hospitais conseguem fazer o atendimento pelo SUS, explica o vereador. A procura maior é pelo hospital de Itambé (37 km ao sul de Maringá), que atende uma média de 40 gestantes de Maringá ao mês. Paiçandu (10 quilômetros a leste de Maringá), chega a atender 35 partos de moradores de Maringá. A situação precisa se reverter porque chega a pôr em risco a vida da mãe e da criança, afirma Mantovani.
O projeto será sancionado pelo prefeito Jairo Gianoto (PSDB), que tem interesse em resolver o problema. A idéia inicial é implantar a maternidade pública em uma unidade da Secretaria de Saúde, que tem até equipamentos para começar o atendimento. A intenção do prefeito é inicialmente atender de acordo com a estrutura, para depois estruturar o maternidade. O importante é iniciar uma mudança em favor das gestantes que dependem do SUS, diz Mantovani.





