Escolas públicas de Cascavel aderiram à campanha de detecção de problemas de visão em alunos, a exemplo do que já ocorre em Maringá e em outros municípios paranaenses. A campanha faz parte do projeto ‘‘Veja Bem Brasil’’, da Comissão de Prevenção à Cegueira do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), e tem base na estimativa de que 20% dos escolares têm alguma perturbação da visão e que a prevenção evitaria 90% dos problemas mais graves. Em Cascavel, paralelamente é realizada campanha para que familiares de pessoas falecidas autorizem a retirada de córneas para transplante.
O projeto ‘‘Veja Bem Brasil’’, com apoio do Ministério da Educação, avalia as condições oftalmológicas de alunos da 1ª série da rede pública de ensino. A campanha conta com a parceria da Secretaria Municipal de Educação e do Núcleo Regional de Educação. As ações começam nas próprias escolas, onde professores foram treinados para fazer testes básicos com as crianças, como o de identificar letras ou símbolos a curta e média distância.
Depois da triagem, os alunos que têm problemas visuais são encaminhados para especialistas voluntários ou que atuam no Centro de Atendimento Especial à Criança (Ceacri). Segundo a secretária de Educação, Edi Maria Volpin, o Ceacri tem conseguido resultados importantes no tratamento de problemas oftalmológicos, odontológicos, psicológicos, pediátricos e outros que interferem na aprendizagem.
Transplantes A Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Cascavel (Acesc) está em campanha de convencimento de familiares de pessoas que morrem na cidade, para doação de córneas para transplante. O contato é feito no momento em que os familiares vão à autarquia encomendar os funerais. A Acesc avalia que em pouco tempo poderá suprir as necessidades do Banco de Olhos de Cascavel.
Desde o início do ano foram obtidas 36 córneas, retiradas por especialistas do Banco de olhos imediatamente após a comunicação de morte. Segundo coordenadores do Banco, cerca de 40 pessoas estão na fila de espera. O número é inferior ao de outros centros onde são feitos transplantes.
O superintendente da Acesc, Sérgio Mariotto, estima que além de suprir as necessidades locais, a campanha poderá permitir a disponibilidade de córneas para outras localidades. Mariotto relata que os funcionários que buscam convencer familiares de mortos para que autorizem doações usam de toda cautela na abordagem.

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