Curitiba
Uma área de 580 mil hectares da Mata Atlântica envolvendo 50 municípios paranaenses será alvo de conservação permanente. A assinatura do contrato de contribuição financeira no valor de R$ 20 milhões, entre os governos do Paraná (R$ 7 milhões) e da Alemanha (R$ 13 milhões), através do Banco KfW, foi realizado ontem no Palácio Iguaçu em Curitiba.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) é o órgão executor do projeto, que pretende criar quatro novas unidade de conservação, fazer a fiscalização de todo o espaço e também o monitoramento ambiental permanente. ‘‘Com este programa vamos superar dificuldades como as obras de infraestrutura, a formação de centros de visitação, a contratação de guardas para os parques e conhecer o patrimônio genético de cada região’’, assegura o diretor presidente do IAP, José Andriguetto.
Quatro áreas - As quatro novas áreas de conservação incluídas no Programa de Proteção da Floresta Atlântica do Paraná - o Pró Atlântica - são: a Área de Proteção Ambiental de Guaratuba, com 130 mil hectares; a Estação Ecológica Guaraguaçu, de 3 mil hectares, em Paranaguá; a Área Especial de Interesse Turístico Marumbi, com mais 67 mil hectares; e o Parque Estadual das Lauráceas, em Adrianópolis, com 27 mil hectares.
Além disso, será criado o Sistema Estadual de Unidades de Conservação, um instrumento legal para realizar o gerenciamento de forma integrada das unidades de conservação. ‘‘Para o Pró Atlântica, deveremos contratar cerca de 110 profissionais das áreas de Biologia, Agronomia, Engenharia Florestal e de fiscalização’’, adianta Andriguetto.
Preservação - Considerado o maior programa exclusivamente ambiental a ser executado no Paraná com recursos externos, o Pró Atlântica vai propiciar, ao longo dos próximos cinco anos, investimentos em recuperação, preservação e conservação da Mata Atlântica. ‘‘Originalmente a Mata Atlântica cobria uma área de 100 milhões de hectares. Hoje sobraram apenas 2% desse total. O Paraná tem 586 mil hectares, que representam a maior área contínua de Floresta Atlântica’’, diz o diretor de biodiversidade do IAP, José Tadeu Motta.
A operação financeira para o projeto foi aprovada, no início deste ano, pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e, finalmente, pelo Senado Federal.

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