Uma parceria entre o governo federal, a secretaria municipal de Ação Social de Cascavel e o Conselho Tutelar vai combater as causas que levam à prostituição infantil no município, considerada elevada pelas autoridades competentes. O projeto conhecido como Sentinela visa dar assistência às crianças e adolescentes vítimas da exploração sexual e da violência física e faz parte do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil.
‘‘Já estamos fazendo um estudo para identificar a melhor forma de implantar esse programa. Certamente será mais uma arma para erradicarmos de uma vez a prostituição infantil em nossa cidade’’, diz a secretária da Ação Social, Vânia Maria de Souza. Ela explica que o programa terá o envolvimento especial de nove profissionais técnicos, entre eles, psicólogos, assistentes sociais e educadores. A equipe fará um tratamento psicossocial estabelecendo um plano de ação integrada que envolverá a família da menor. Pretende-se trabalhar com um grupo de 50 meninas, que receberá acompanhamento por seis meses. ‘‘Até agora nunca se pensou nada com seriedade nesse sentido. Para estas meninas falta orientação de prevenção de doenças e de enfrentamento à pobreza’’, ressalta.
A secretária acrescenta que a ação dos educadores não consiste em combater a consequência, e sim as causas da exploração sexual com menores. ‘‘O trabalho de retirar as vítimas de prostituição infantil das ruas é do Conselho Tutelar e da polícia. O que vamos fazer é convidá-las a participar do programa. Queremos saber porque começaram, quais são as frequências, enfim, dar outra alternativa para essas famílias’’, alega.
A Conselheira Tutelar, Solange Amaral Lemes, concorda que o Sentinela possa ser uma alternativa para resolver o problema da prostituição infantil. Entretanto, ela observa que em Cascavel muitos casos não são denunciados. ‘‘Grande parte desses casos que são omitidos acontece dentro das próprias famílias que preferem esconder a verdade.’’

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