Acomodados em uma imensa fila, 137 casais aguardavam, na manhã de ontem, serem chamados para o início da celebração de um casamento coletivo, realizado no Ginásio de Esportes João Santana, no Centro de Educação Física e Esportes, campus da UEL. O evento Universidade Cidadã, uma ação conjunta dos projetos Justiça no Bairro e Sesc Cidadão, resultado da parceria entre Sesc, UEL, Ministério Público Estadual e Poder Judiciário, ofereceu durante o dia inteiro, serviços gratuitos à população, como assistência jurídica, emissão de documentos e lazer para as crianças. E muitos casais aproveitaram a chance para oficializar a união.
  ‘‘Já estávamos querendo casar há algum tempo, pois estamos juntos há cinco anos’’, explica Maria Luiza da Silva, doméstica, de 33 anos. Ao lado do noivo Devonzir dos Reis Batista, 40, estava também o filho do casal, Estevão, que se mostrou muito animado com o casório e a festa que aconteceria logo depois, na casa da sogra. ‘‘Passamos a noite em claro para organizar tudo. Estamos aqui desde às 7 horas da manh㒒, conta Batista.
  Vestida de branco, com grinalda e buquê, Carina da Silva era outra noiva que não escondia o nervosismo típico da ocasião e a alegria de realizar um sonho. Ela e o tecelão Mauri Francisco Borges vivem juntos há 15 anos, tem dois filhos, mas segundo Carina, o sonho de oficializar a união permaneceu ao longo dos anos. ‘‘Nunca sobrava dinheiro para casar, por isso aproveitei a oportunidade. Tenho três cunhadas se casando hoje também’’.
  Mesmo depois de 20 anos em uma relação estável com o alfaiate Carlos Antônio de Oliveira, de 66 anos, a funcionária pública aposentada Francisca Olívia dos Santos, 55 anos, resolveu ‘‘passar pela formalidade’’ do casamento no civil. ‘‘Era um desejo dos dois, mas não vai mudar nada, é só uma formalidade’’.
  Além do casamento coletivo, outros participantes puderam solucionar pendências judiciais e retirar documentos.

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