Projeto transforma vidas e amplia assistência em Londrina
Remar acolhe dependentes químicos e atende famílias vulneráveis com moradia, apoio psicológico e ações sociais contínuas
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de abril de 2026
Remar acolhe dependentes químicos e atende famílias vulneráveis com moradia, apoio psicológico e ações sociais contínuas
Jessica Mussatti * 

Com quatro décadas de atuação na recuperação de dependentes químicos e no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social, o Projeto Remar mantém uma unidade ativa em Londrina, no Jardim das Américas. O espaço atende atualmente cerca de 30 homens em processo de reabilitação e também desenvolve ações que alcançam aproximadamente 150 pessoas na cidade.
A unidade está localizada na Rua Arcindo Sardo, nº 1317, onde são realizados atendimentos e iniciativas como bazares, que contribuem para a manutenção das atividades. O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, e aos sábados, das 8h às 15h.
Com presença internacional, o Remar atua em diversos países e, no Brasil, está estabelecido em seis estados. No Paraná, além de Londrina, o projeto também possui unidade no município de Munhoz de Melo.
Estrutura de acolhimento
O programa de recuperação é destinado a homens entre 18 e 55 anos que enfrentam a dependência química. O ingresso é voluntário, mas exige comprometimento com uma rotina estruturada, considerada fundamental para o processo de reabilitação.
Os acolhidos passam a residir nas unidades, onde recebem moradia, alimentação e acompanhamento integral. A estrutura é simples, porém organizada, buscando oferecer um ambiente seguro e adequado para a recuperação.
Segundo o diretor da Remar Brasil, pastor William Monteiro, o principal fator para a transformação está na disposição individual. “O desejo e a disposição de mudança para seguir o processo proposto”, afirma.
Processo de recuperação
O tratamento é baseado em pilares que envolvem acompanhamento espiritual, disciplina e atividades de laborterapia, práticas que auxiliam na reorganização da rotina, no desenvolvimento da responsabilidade e na reconstrução de hábitos.
Além disso, os acolhidos contam com acompanhamento psicológico, ampliando o suporte durante o processo de recuperação.
O tempo de permanência varia de acordo com cada caso, mas a recomendação da instituição é de, no mínimo, 12 meses, período considerado necessário para consolidar a reabilitação e favorecer a reintegração social.
Rotina e reintegração
A convivência coletiva é parte central do processo. Os acolhidos participam da divisão de tarefas e seguem uma rotina organizada, fatores que contribuem para o desenvolvimento da disciplina, do senso de responsabilidade e da adaptação à vida em sociedade.
As recaídas, segundo a instituição, são tratadas de forma individualizada, com orientação e acompanhamento. Quando há disposição do acolhido, o projeto oferece a possibilidade de continuidade no processo de recuperação.
Ações sociais e alcance
Além do trabalho voltado à dependência química, o Remar também desenvolve ações de assistência social em Londrina. Por meio da chamada “Casa da Sopa”, cerca de 150 pessoas em situação de vulnerabilidade recebem apoio regular.
Desafios e manutenção
A manutenção das atividades ocorre, principalmente, por meio de doações e das iniciativas promovidas pela própria instituição, como os bazares. O projeto também conta com parcerias institucionais.
Entre os principais desafios estão a sustentabilidade financeira das unidades, a necessidade de ampliação da estrutura e o atendimento à demanda crescente por acolhimento e assistência social.
As atividades desenvolvidas dentro do projeto têm caráter terapêutico e educativo, sendo consideradas fundamentais para o processo de recuperação. Por meio delas, os acolhidos desenvolvem habilidades, disciplina e autonomia, elementos essenciais para a reintegração social.
*estagiária de jornalismo sob supervisão de Patrícia Maria Alves (editora).


