Projeto terá investimento de R$ 100 mi
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quarta-feira, 01 de outubro de 1997
Mariela de Castro Santos 
Curitiba
DivulgaçãoIntegraçãoConstruída ao longo da linha de transmissão de energia da Copel, a avenida de 34 quilômetros vai ter dez pólos de empregoAlavancar a economia de 15 bairros da periferia de Curitiba, melhorando as condições de trabalho, habitação e transporte e criando cerca de 30 mil empregos nos próximos anos. A proposta do Linhão do Emprego, lançado oficialmente ontem pelo prefeito Cassio Taniguchi, é reduzir as diferenças sociais e econômicas entre os bairros da cidade.
Anunciado como a maior intervenção econômica em Curitiba desde a implantação da Cidade Industrial, em 1973, o Linhão do Emprego deve beneficiar cerca de 25% da população curitibana, ou o equivalente a 358 mil pessoas, com renda média entre três e seis salários mínimos.
O nome linhão nasceu da localização do empreendimento - uma avenida de 34 quilômetros que acompanha a linha de transmissão de energia da Copel, aproveitando áreas que vão ser desapropriadas. O fio condutor do projeto, como o próprio nome diz, é a geração de empregos. Os bairros que o Linhão vai cruzar, do nordeste ao sudeste, concentram cerca de 28 mil desempregados, segundo dados do IBGE.
O investimento total chega a R$ 100 milhões, que vai ser usado para a expansão do transporte coletivo e implantação de barracões comunitários, centros de produção e Vilas de Ofício.
O montante em dinheiro vem principalmente do Banco Nacional de Deenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai financiar os R$ 75 milhões que a prefeitura vai usar para construir a avenida e implantar os equipamentos sociais e de apoio à produção. O restante (R$ 25 milhões) será aplicado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o Programa de Crédito ao Pequeno Produtor e a iniciativa privada.
Um novo corredor de transporte, conectando os terminais do Pinheirinho e do Boqueirão, é uma das mais importantes ações viárias previstas. A nova linha Circular-Sul, que deve estar em operação dentro de um ano para transportar 100 mil passageiros por dia, vai encurtar em uma hora o trajeto de quem precisa se locomover na região.
A implantação da nova linha está orçada em R$ 18 milhões, a maioria - R$ 10 milhões - para adaptar a estrutura viária. O restante será destinado à compra de estações-tubo e dos ônibus.
Também está prevista a criação de dez pólos de emprego, pensados para serem o coração das economias locais, concentrando todos os projetos e equipamentos do programa. É ali que estarão, entre outras coisas, os liceus de ofício e o chamado Empório Curitibano, destinado a criar canais de venda no atacado e varejo.
Na hora de criar esses pólos, a vocação de cada bairro vai ser respeitada. Bairro Alto, Atuba, Uberaba, Boqueirão, Sítio Cercado, Pinheirinho, CIC, Fazendinha, Bairro Novo e Tatuquara terão concentração de atividades.
Um Centro de Design e um Pólo de Software darão suporte técnico. O primeiro oferece cursos para aperfeiçoamento de empresários, trabalhadores e produtos. O segundo, treinamento na área de software, consultoria e incubação de empreendimentos.


