Projeto tem 100 pólos e 7 mil participantes
Londrina - Criado em 1984, o Projeto Futuro foi retomado em 2001 após anos de paralisação. Hoje, são 100 pólos de atividades, em escolas, sedes de associações comunitárias, entre outras, tanto na Zona Urbana quanto na Rural. A meta é atender 7 mil crianças e adolescentes de 7 a 17 anos. O monitoramento é feito por 85 estagiários de Educação Física e de Ciência do Esporte de universidades da cidade.
Os pólos estão em todas as regiões: Centro (13), Norte (22), Sul (20), Leste (19) e Oeste (15). Os estudantes podem optar por 16 modalidades: basquete, vôlei, futebol, handebol, futebol de salão, ginástica artística, ginástica rítmica, ciclismo, natação, judô, taekwondo, caratê, atletismo, tênis, recreação e xadrez. As atividades são de março a novembro.
A definição da modalidade levou em conta os equipamentos e horários disponíveis em cada local. As aulas são de duas a três vezes por semana. O pagamento dos estagiários, supervisão, setor administrativo, supervisão e combustível é feito com verba do orçamento municipal. O investimento em 2009 será de R$ 426,9 mil.
As comunidades precisam apresentar contrapartida, como oferecer condições de trabalho adequadas aos estagiários e garantir a assiduidade das crianças. Também é feito controle da frequência e do rendimento escolar.
De acordo com o coordenador Edegar Marandola, o principal objetivo é tirar as crianças, principalmente as mais carentes, da ociosidade. "Nas ruas, ficam expostas a riscos." O Projeto Futuro, acrescenta, leva disciplina e limites, além da escola, aos participantes. "É uma combinação entre formação escolar e esportiva, para fazer com que essa criança possa ser útil à sociedade", esclarece.
Talentos
A descoberta de talentos também é uma meta. E a história mostra que os resultados podem ser surpreendentemente positivos. Marandola cita o caso do jogador de beisebol Wellison Viana, que participou do Projeto Futuro e hoje joga no Japão.
O coordenador acredita que os investimentos serão mantidos pelo próximo prefeito, independentemente do resultado da eleição. E o ideal, acrescenta, é ampliá-lo porque hoje existe uma demanda reprimida. "Atendemos quem pede. Mas se formos visitar as associações de moradores garanto que todas vão querer", ressalta.(F.R.F.)





